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A fé sem obras é morta

By | Espiritualidade, Formação, Humana | No Comments

“Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras” (Tg 2, 18). É dessa forma que o apóstolo São Tiago nos mostra a importância de ter uma fé baseada em obras. Mas cabe-nos a pergunta? O que é a fé?

No Catecismo da Igreja da Católica, há o conceito de fé como uma “adesão pessoal do homem a Deus”, ou seja, o homem crê em Deus, aderindo toda a sua vida conforme a vontade do Pai. Isso significa que devemos não só acreditar na existência dEle, mas mudar as nossas atitudes e comportamentos para nos assemelhar-nos a Ele.

Pode parecer algo clichê, mas é fundamental examinar a nossa consciência e nos questionar: Quais os frutos da minha oração? Quais são as minhas boas obras? Quando São Tiago chama a fé sem obras de morta, ele a caracteriza como falsa, sem base sólida, como aquela casa construída sob a areia, no qual vem a tempestade e a derruba. E quantas coisas não acontecem na nossa vida para abalar a nossa fé? Seja na nossa família, trabalho, amizades, etc. Estamos rodeados por situações que nos afastam de Deus e por isso a importância de ter uma fé sólida, firme, que nos faça permanecer nEle! Por isso, é necessário que peçamos em oração a graça da fé, não só de acreditar em Deus, mas de “provar” nossa crença por meio das nossas atitudes.

Uma fé sólida através das boas obras é conseguida por meio de uma oração constante, no qual se traduz em relação íntima com a Santíssima Trindade. Através das preces e da comunhão com Deus, podemos enxergar as nossas falhas e quais comportamentos podemos ter a fim de testemunhar o nosso amor por Cristo.

Ao falar sobre esse tema, também relacionamos com a virtude da caridade. “A caridade é amor recebido e dado; é “graça”. Destinatário do amor de Deus, os seres humanos são constituídos sujeitos de caridade, chamados a serem instrumentos da graça. Quando fazemos caridade exercitamos o amor incondicional recebido de Deus a serviço dos nossos irmãos, pois sabemos que a fé não é para ser guardada e sim partilhada em comunidade.

Não podemos ter uma fé por emoção, movida por sentimentos pois ela torna-se passageira. A fé deve ser autêntica em Deus, como a fé de Abraão, que ofereceu o seu próprio filho sobre o altar.  As nossas obras devem resplandecer não só essa fé, mas a virtude da caridade, movida pelo amor de Deus, do contrário, torna-se mera filantropia.

 “A solidez da nossa fé, a nível pessoal e comunitário, mede-se também pela capacidade de a comunicarmos a outros, de a espalharmos, de a vivermos na caridade, de a testemunharmos a quantos nos encontram e partilham conosco o caminho da vida”. (Papa Francisco)

por Raquel Moura, Vitor Barreto e Gilmara Brito