Sim de Maria

Disponível a Deus, Maria une a vontade com a liberdade: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).

O seu “sim” ecoa forte e sem dúvidas, cheio de generosidade. Essa entrega de coração se deu de forma incondicional, oferecendo toda sua natureza humana como lugar da encarnação de Cristo. Percebe-se mais explicitamente a qualidade desse “sim” no abandono aos planos de Deus e na conciliação de seu casamento, com José, com sua nova missão (Mt 1, 18-25). A concepção imaculada de Maria é indispensável, pois se ela fosse tocada de alguma forma pelo pecado original, não haveria uma abertura pura para qualquer disposição divina.

O “fiat” dado pela Virgem Maria, não restringe-se ao momento de gerar o filho de Deus, mas toda a uma vida de serviço e doação pela promessa de salvação. Uma nova chance de chegar ao céu. Abrindo, assim, as portas da reconciliação de Deus com a humanidade. Quando, no antigo testamento, Adão e Eva comem do fruto proibido, Deus Pai rompe a aliança com os homens, gerando a mancha e inclinação ao pecado. Com a vinda de Cristo, no novo testamento, é feita a restauração dessa aliança com o Amor através da Cruz.

O testemunho da primeira discípula cristã, Mãe de Deus, nossa Mãe (Jo 19, 25-27), nos ensina, sobretudo, amar Jesus. Com sua obediência, confiança, silêncio aos pés da cruz nos mostra força. “Onde está Jesus, lá está Maria” Papa João Paulo II. Força de uma mulher pura e santa. O nosso “sim” traz consigo um compromisso do qual não devemos ter medo. Tomemos Nossa Senhora como exemplo e acolhamos a vontade dEle.

“Diz: – Minha Mãe (tua porque és seu por muitos títulos), que o teu amor me ate à Cruz de teu Filho; que não me falte a fé, nem a valentia, nem a audácia para cumprir a vontade do nosso Jesus”. São Josemaria Escrivá, Caminho.

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!

por Lara Almeida

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